domingo, 10 de novembro de 2019

Soneto


Filho querido, que sorris adormecido
No meu regaço, já cansado de brincar
Vives correndo, tão travesso, tão mexido
Que tantas vezes me fazes rir, fazes zangar,

Sinto remorsos...como posso castigar
As diabruras que praticas divertido?
Se quando choro, não me podes ver chorar
E me abraças com ternura, comovido,

Filhinho meu, pedacinho do meu ser
Bênção de Deus por algum bem que pratiquei
Perdão do mal, que também fiz, p´ra meu sofrer,

Dorme tranquilo, o teu sono velarei
Longe do mundo, suas leis e seu viver
Enquanto és meu, minha vida e meu rei.


Severina Fortes

2-4-1960

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